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"Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo." Fernando Pessoa

Hoje dediquei-me à matemática. Fiz todas as somas subtraídas das raízes quadradas dos quadrados perfeitos de todos os nossos encontros. E a solução foi a mesma em todas as contas: um número irracional que multiplicado por dois faz todo o sentido. E a divisão destes sentimentos é a consolação de duas almas que, por fim, se encontraram.
Quando tento racionalizar o que sinto, vejo com clareza que temos um raio de simetria. A escala do meu sorriso quando te vejo é demasiado alta para estimar. Peguei na calculadora e tentei descobrir qual a variação da função dos nossos sentidos. A derivada dos sonhos que podemos construir em conjunto. O nosso denominador comum que pode reduzir a zero o ângulo agudo que nos separa. E ainda que juntos formemos um complicado e difícil algoritmo, carregado de números fatoriais, a fórmula será sempre maior do que zero. A probabilidade da nossa soma subtraída será sempre melhor do que a multiplicação de todos os meus quadrados imperfeitos.
Porque bem-feitas as contas, um e um são dois. Mas eu e tu podemos transformar-nos em milhares de momentos dignos de contagem.