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Vamos falar de amor?

por Pequenos Pedaços de Sonho, em 17.05.20

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Vamos falar de amor?

  Eles conheceram-se por acaso. O destino quis que os seus olhares se cruzassem naquele fim de tarde de Verão. E foi amor à primeira vista. Sim, foi mesmo. Não resistiram a sorrir e a trocar um olá envergonhado. Sentaram-se no banco de jardim debaixo da árvore mais bonita. Até nisso o destino deu uma mãozinha. A conversa fluiu tão rapidamente, como se se conhecessem há anos. A troca de olhares e sorrisos era constante, e as horas passaram sem darem por isso. E no dia seguinte, à mesma hora, lá estavam eles de novo. E no dia a seguir, e no outro outra vez. Encontram-se todos os dias, à mesma hora, debaixo da mesma árvore, durante dois meses. E já não havia nada a fazer. Estavam rendidos um pelo outro. Uma paixão avassaladora que surgiu do nada e que se transformou em tudo. Hoje são felizes. Muito felizes. E todos os anos vão passear naquele parque, e sentam-se naquele banco de jardim, debaixo daquela árvore. Todos os aniversários da relação são festejados assim. Selam a promessa do “para sempre” com um beijo no local em que se conheceram, no local onde se apaixonaram. Hoje o Miguel e o Luís são felizes. Muito felizes. Isto é amor.

  Vamos falar de amor. Amor que é amor. Amor que não importa a sua forma, não importa o género, a religião, a idade. Amor que apenas pede amor em troca. Amor que é amor. Porque amor é amar.

 

  Hoje celebra-se o Dia Internacional de Luta contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia. Tal como a campanha promovida pela CIG diz e muito bem, "Não são direitos LGBTI, são direitos humanos".

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Publicado às 16:57


(Re)Começar

por Pequenos Pedaços de Sonho, em 14.05.20

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  Já perdi a conta ao número de vezes que criei e apaguei blogues. Já perdi a conta ao número de vezes que apaguei todas as publicações deste blogue, recomecei do zero, para mais tarde repetir todo o processo. Apagava sempre que alguém desconfiava que o blogue fosse meu, apagava quando já não me identificava com o que tinha escrito, apagava cada vez que achava que tinha que recomeçar do zero. Muitas vezes apagava por vergonha dos textos que escrevia. Por medo que não entendessem que nem sempre escrevo o que sinto, que muitas vezes são devaneios e outras tantas são apenas fruto da minha imaginação, criando personagens e imaginando o que sentiriam em determinadas situações. Apesar de preferir escrever na primeira pessoa, nem sempre o que escrevo é o que sinto. Talvez por isso prefira manter o anonimato.

  Não vinha ao meu blogue há quase cinco anos, cinco anos fantásticos, mas em que a vida se sobrepôs a tudo e o tempo parece que nunca chegava.

  Estou numa altura em que parei para pensar se estou a dedicar tempo a todos os meus sonhos. Este tempo de quarentena pôs tudo em perspetiva e a vontade de escrever voltou e voltou em força, cheia de ideias e projetos.

  Para não variar, apaguei todas as publicações antigas, limpei o blogue e dei-lhe uma nova imagem. Mas desta vez será diferente. Apaguei tudo para recomeçar numa página em branco sem que desta vez tenha fim. Não sei se a vida me vai permitir alimentar o blogue durante anos, ou sequer durante meses. A vida é uma caixinha de surpresas e nunca podemos planear de facto o futuro. Mas uma coisa tenho a certeza, não vou voltar a apagar mais nada.

  Vou escrever e alimentar o blogue enquanto isso ainda me der prazer. Vou publicar textos meus, frases e textos de outros autores, receitas, sugestões, pensamentos, sentimentos… Vou perseguir este pequeno sonho enquanto ele me alimentar a alma.

  Hoje marca o dia do (re)começo.

  Bem-vindos ao meu Blogue, ao meu cantinho, ao meu Pequeno Pedaço de Sonho.

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Publicado às 10:31


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